O título da notícia “Acredito no meu país, acredito na Europa”, disse Passos Coelho na Guarda é curioso mas é vazio de mensagem e, por isso, sugere a leitura, mas desta não resulta uma ideia que arraste os portugueses para o desejado conforto de esperança no futuro.

Devemos respeitar a religião de cada um, a sua fé a sua crença, aquilo em que acredita. Mas não somos obrigados a mudar de religião só porque o missionário diz que acredita. Dizer que «os resultados das medidas tomadas “já são visíveis”» sem os mostrar para os vermos e deles nos convencermos, não basta, não convence quem hoje vive aflito e cheio de preocupações e dúvidas acerca do amanhã.

É bom ver optimismo nas palavras do PM, mas como já estamos habituados a tanta banha de cobra, e às promessas não cumpridas da campanha eleitoral com que os portugueses foram levados, são precisos factos, dados indiscutíveis para transmitir optimismo às pessoas menos sonolentas.

Ao fim de 7 meses de governo, já não é convincente ficar por palavras vagas de desejos e esperança e de falar de medidas que não concretiza. Já é altura de mostrar resultados, mesmo que ainda incipientes, mas em vias de crescerem de se concretizarem para melhorar a vida da economia nacional, a dos consumidores e trabalhadores mais carentes (inclusivamente de emprego).

Mas continuamos a falar de estudos. Faz lembrar o tempo de Guterres em que prometeu diálogo, mas não saía do diálogo, não tirava dele conclusões traduzidas em decisões correctas para bem dos portugueses. Os estudos, em vez de produzirem soluções adequadas, podem ser manobra dilatória para «encanar a perna à rã», ficar pela hesitação entre o emaranhado de hipóteses não devidamente avaliadas e estéreis por não haver clarividência e coragem para a decisão, para a escolha da melhor. Mas para tal escolha, é indispensável que o estudo comece por definir o objectivo desejado tendo em vista a missão como dizem os militares nas suas grandes operações bélicas. Sem saber para onde se deseja ir, não é possível pensar na escolha do itinerário a seguir. E, segundo diz um conhecido político, parece que a prioridade é a de facilitar despedimentos. Certamente que ele exagera, mas é preciso demonstrar que não é esse o objectivo e esclarecer qual é.

Sejamos práticos e objectivos: O que se quer para os portugueses? Para o obter, que medidas é preciso tomar em cada um dos diversos sectores? Como as pôr em prática? Como controlar a acção que elas desencadeiam, para não haver desvios, corrupção, distorções anti-sociais?

Não podemos perder de vista a importância da metodologia de preparação da decisão e devemos seguir o essencial de alguns exemplos de países de sucesso. Por exemplo, a Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros. Que tal, dinamizar a nossa Justiça para ser mais rápida e aplicar a lei para «todos» os portugueses, sem excepção?

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