O pobre consumidor é escravizado

Como disse Aaron Russo (14 de Fevereiro de 1943 – 24 de Agosto de 2007), os homens do Poder, sem serem eleitos e na penumbra, dominam a humanidade, com fito nos negócios com lucro a qualquer custo, e, para eles e os seus esquemas de enriquecimento, as pessoas pouco contam nos esquemas de domínio da economia mundo.

Há muita gente que se acomoda e aceita como inevitável os abusos das oportunidades e diz que, desde a aurora dos tempos, os poderosos sempre exploraram abusivamente os mais fracos.

Mas nos tempos actuais, e mais recentemente, os abusos passaram a raiar a imoralidade, a falta de ética, a desumanidade, com o exagero da ganância e do apego ao dinheiro.

E não basta dizer que são os maus políticos que temos tido, pois os poderosos das empresas e da economia, desde os vendedores de feira aos mais prósperos banqueiros, todos procuram sacar o mais que podem aos consumidores e utilizadores dos seus produtos e serviços.

Possivelmente, poucos dos leitores se recordam dos primeiros cartões multibanco. Eram oferecidos gratuitamente, com insistência, sendo difícil recusar tal generosidade do banco amigo!. Tinham, para os bancos, o grande mérito de reduzir o pessoal de atendimento nos balcões. Mas, passado pouco mais de um ano, quando as pessoas já de tinham habituado a esta inovação e dificilmente a dispensavam, vieram os pagamentos anuais pela sua posse. Já estava esquecido que o motivo e a vantagem do cartão foi a poupança na mão-de-obra do banco.

Depois apareceram os cartões de crédito que originam inúmeros telefonemas para nossas casas, com persistência, a pressionar o simples cidadão a adquirir essa nova maravilha, que tanto interesse tem para a facturação dos bancos. E quando se resiste, quase se é maltratado e agredido verbalmente, mesmo nós estando em nossa casa a ser importunados pelo telefone. Eu não tenho tal cartão!

Agora vem a TDT. Primeiro era o aliciamento, sob variadas formas, para ver TV, depois veio o Cabo, com ofertas aliciantes que embriagavam os mais incautos, que não reconheciam a reduzida rendibilidade do dinheiro investido. Mas os ambiciosos fabricantes de lucros e fortunas resguardadas em ‘offshores’, não pararam e a sua imaginação levou-os a deitar mão às tecnologias mais recentes e criaram a TDT (Televisão Digital Terrestre), tratando a população como vis escravos, impedindo os não aderentes e mais carentes de poder de compra de ver qualquer espécie de TV, porque a anterior deixa de existir.

Sinal dos tempos? Triste sinal que urge rejeitar e combater. Vale a pena ouvir o americano já falecido Aaron Russo e outros pensadores descomprometidos.

Imagem do Google

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