Para um futuro melhor. Achegas

Depois da sugestão para serem procuradas soluções conducentes a um futuro melhor, a uma Nova Era, com nova estrutura político-social, apresentada em Preparar um futuro melhor, surgiram comentários, sem identificação dos autores, no post Diagnósticos preocupantes que poderão ser considerados boas achegas para o tema, pela análise da actual situação nacional e de suas causas, pelo que a seguir se transcrevem, a fim de terem mais visibilidade do que o espaço de comentários, menos visitado:

Primeiro, em 19/12/11 05:07

“É preciso ser verdadeiro. E é preciso ser justo; direi que não é mesmo possível ser fiel à verdade sem servir a justiça. A Nação Portuguesa não é de ontem; estamos a reconstruí-la, mas não a edificá-la. Nos altos e baixos da sua História há muito esforço, muita inteligência, muita bravura, muito sacrifício. Aos que carrearam para a obra a sua pedra, por vezes até não aproveitada ou inútil, tem de poupar-se a intenção generosa e o trabalho despendido. Quem se coloca no terreno nacional não tem partidos, nem grupos, nem escolas: aproveita materiais conforme a sua utilidade para reconstruir o País; tem a grande, a única preocupação de que sirvam e se integrem no plano nacional. Aos que se obstinam em não servir a Nação; aos que pensam que cada qual pode servi-la e a serve realmente trabalhando como quer; aos que vão mais longe e crêem não dever servir a Pátria para servir teoricamente a humanidade, é preciso também a esses fazer justiça — ao seu valor, ao seu carácter, à sua honorabilidade, mas é preciso combater sem tréguas, ainda pelo interesse nacional, o gravíssimo erro da sua posição antinacional. Todo o homem que combate deve ter sempre presente ao espírito, para se não extraviar, nem diminuir, que só vence bem quem vence com honra, quer dizer com verdade e com justiça.”(…)
Como estas palavras do “melhor português de sempre – RTP” se parecem aplicar aos dias de hoje. Tanto reclamaram, tanto esticaram para a esquerda e para a direita, para aqui e para ali, para este e para aquele, que o país bateu no fundo… É preciso pensar Portugal!
Chega de o deitar abaixo!
Será um ano difícil e o Presidente mentiria se desejasse um ano farto… Tal como outros o fizeram anteriormente.

Segundo, em 19/12/11 12:08

Um dos erros maiores foi a entrada sem capacidade e sem qualquer grau de exigência do nosso país na União Europeia. Subsídios sem controle dados a torto e a direito.
Tudo o que era de fora é que era bom. Está-se a pagar caríssimo isso. E enquanto não acordarmos para a realidade interna nacional, geradora de riqueza/emprego, não adianta falarmos de melhorias internas e culparmos os banqueiros, apenas. O estado não cumpriu a sua função de fiscalização aos bancos. O BPN e o BPP, como empresas privadas deveriam ter sido encerrados logo de imediato evitando os terríveis gastos que se conhecem, mais ou menos, publicamente. A única preocupação seriam os pequenos aforradores que tinham contas normais naquelas duas pseudo empresas bancárias. Não os agiotas e investidores de milhões em busca de capital fácil, tipo Dona Branca.
Os americanos construíram o seu país e verteram muito sangue interno. A Europa comum não se faz sem alma, sem dor comum. É um projecto falhado e devemos arrepiar caminho.
Até os mais ferozes defensores do Euro sentem necessidade de duvidar cautelosamente -quiçá para não parecerem incoerentes?!- do projecto europeu e da sua moeda. Agora é o presidente da Sociedade Interbancária de Serviços e Conselheiro de Estado, Vítor Bento, que deu uma entrevista ao Público, dizendo, cautelosamente, que apesar de se opor à saída de Portugal do euro admite que o cenário deve ser discutido.
O país não pode perder muito tempo a continuar a discutir o sexo dos anjos. tem de avançar com as reformas que capitalizem o produto nacional.

Terceiro, em 19/12/11 12:35

«Os ministros da União Europeia vão hoje pedir à Grã-Bretanha uma contribuição de 30,9 mil milhões de euros para um pacote do Fundo Monetário Internacional (FMI) que visa o resgate da moeda única, revela hoje o jornal inglês Daily Telegraph.
O pedido será realizado esta segunda-feira quando os ministros das Finanças da União Europeia discutirem, em conferência telefónica, o fundo de 200 mil milhões de euros para eventuais novos resgates a países europeus em dificuldades, disse uma fonte europeia não identificada ao Daily Telegraph.
Se a Grã-Bretanha aceitar tornar-se-á no segundo maior contribuinte para aquele fundo, a par de França e depois da Alemanha.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, que vetou o projecto de alteração do tratado europeu, prometeu, porém, que não contribuiria de forma directa para esse fundo.
“Não acordámos um aumento dos recursos bilaterais na semana passada”, disse sexta-feira um porta-voz de David Cameron, salientando que a Grã-Bretanha “deixou muito claro nesse encontro que não contribuiria para esse fundo de 200 mil milhões de euros”.
A Grã-Bretanha é já responsável por 14,3 mil milhões de euros em empréstimos e garantias à Grécia, Irlanda e Portugal.»
Os ingleses não deverão contribuir mais para este peditório. Até já anunciaram que têm um plano de contingência para retirar os seus compatriotas da zona euro caso o Euro rebente.
Se e Quando sentirem necessidade poderão desvalorizar a Libra.
Outro caso de hoje é a falência do construtor sueco, a Saab. Já a Volvo foi comprada por chineses. A MG tb foi comprada pelos chineses. A Land Rover e a Jaguar foi comprada pelo multimilionário indiano do grupo TATA. De falência em falência se vai a Europa de outrora. O desemprego crescerá em toda a Europa.
Como eu compreendo os súbditos de sua majestade…
Como podia o PR desejar aos portugueses um ano farto se Portugal está embrulhado nesta crise até ao tutano e com menos capacidade de resposta, pela fraqueza da sua economia, do que outros países, nomeadamente os do norte da Europa? Ninguém fala da Islândia. Recusou-se, via referendo, a pagar as dívidas do banco que operava à escala mundial, e já cresceu e saiu do red line…

Quarto, em 22/12/11 01:39

Desejo um Feliz Natal e um Ano Novo que traga algo de novo para lá do facilitismo com que se aprendeu a viver desde a entrada na rica Europa que poria os países do sul da Europa ricos mesmo que nada investissem, seriamente, nesse objectivo comum. Nós por cá demos cabo do que tinhamos. Deixámos de contribuir para o bem comum interno.
Cada um falou mal do vizinho, do colega, da concorrência. Cada um usou e abusou do dinheiro público como se ele não fosse nosso. Os subsídios europeus foram utilizados para fins contrários ao que se destinavam.
É preciso que os jovens pensem que o que aí vem, em 2012, é trabalho. Muito trabalho e honesto. E esse empenho requer engenho na construção e idealização de projectos empresariais novos internos. Quem quiser “empregos” vai ter, então, de emigrar. O que não querem reparar é que para o comum português, lá fora, não encontrará nada de futuro a não ser trabalho daquele que aqui não aceita fazer. Trabalho duro e a viver em condições muito precárias. Mas é uma alternativa para quem em Portugal sempre quis ser doutor (universitário filosófo de copos e subsídios mais o dinheirinho dos pais). Pena é que os mais velhos se tenham esquecido de ensinar aquilo que aprenderam. Parece que muitos não aprenderam nada no passado ou foram contagiados pela moral do consumismo e do facilitismo esquecendo os ventos da História. Ou esqueceram que nada se consegue sem ambição envolta em responsabilidade e no empenho profissional. Os governos sucessivos, principalmente desde Guterres, foram culpados neste excesso de facilitismo e no crescente consumismo sem sentido e necessidade. Pagou-se para não se trabalhar. Daí o endividamento das famílias e do Estado que agora não lhes pode dar subsídios com sabor a Dolce Fare Niente. Não poderemos esquecer que a crise internacional é uma outra causa que afecta todos os mercados incluindo o nosso. Mas nós portugueses e restantes países mediterraneos somos mais penalizados porque fomos como a cigarra, enquanto outros, mais a norte, trabalharam como a formiga.
Ora então os desejos de um Feliz Natal com saúde e próspero Ano Novo na continuação de textos livres e sérios embuidos no seu pensamento por um mundo melhor.

Um amigo que lhe deixa este texto para refelxão e análise:
Cavaco Silva afirmou que os portugueses estão agora a sofrer as consequências de “uma vida fácil” que tiveram quando o país entrou na zona euro. O presidente da República, em entrevista ao diário holandês “Financieele Dagblad”, afirmou ainda que os portugueses foram “demasiado negligentes” no passado.

Cavaco Silva mostrou-se também preocupado com os efeitos da austeridade na coesão social. “A crise requererá muito tempo. Devemos romper o círculo vicioso. Temos uma recessão e o desemprego aumenta rapidamente. Ando muito preocupado com a coesão social, com o desemprego entre os jovens, com o perigo da exclusão social dos pobres. A nossa resistência vai ser muito posta à prova em 2012″, referiu na entrevista.

Sobre a Europa, o chefe de Estado afirmou que se deve falar “não apenas de responsabilidade, como também de solidariedade”. “Não se pode falar somente de sanções e cortes”, comentou ainda ao “Financieele Dagblad”. jornal I

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