Governante não pode ser caprichoso, teimoso nem «absolutamente»

Foi noticiado nos jornais e anunciado pelo sábio Marcelo que Eduardo Bairrão sairia da TVI e iria para Secretário de Estado da Administração Interna. Pouco depois, surgiu a notícia de que o seu nome não constava na lista oficial dos novos Secretários Estado e, como possível explicação, que ele teria dito que era «absolutamente» contra a privatização da RTP.

Sendo assim, o Governo tomou uma decisão correcta e oportuna. Com efeito, um governante, ao contrário de um artista, não pode decidir por seu livre arbítrio, por capricho, teimosia ou crença pessoal, devendo pautar o seu poder decisório por regras de dedicação ao interesse público, seguindo as melhores metodologias para escolher a melhor solução de entre as várias possíveis, sem deixar que a sua opinião pessoal tenha um peso determinante.

Aquilo que deve contar mais num decisor de tão alto nível não é a sua opinião pessoal, mas a análise imparcial dos diversos factores que influenciam o problema a resolver. Não deve partir para tal estudo com uma convicção prévia que o impeça de analisar racionalmente toda a dimensão da questão em estudo. Por isso, a palavra «absolutamente» não tem cabimento, até porque nada na vida é absoluto e, com maior razão, nas complexas questões sócio-económico-políticas.

Se os dados do problema foram realmente estes, o Governo está de parabéns.

Imagem do Googlez

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