Austeridade oprime mais os já oprimidos

Depois dos variados aumentos fiscais e das reduções de salários e dos benefícios sociais que eram usufruídos desde há muitos anos, vem agora mais uma espadeirada nos portugueses mais carentes, conhecida através das notícias Governo quer aplicar imposto extraordinário sobre todas as pensões em 2012 e Governo vai congelar pensões e fazer “cortes” como nos salários. Desta forma o Poder, usado abusivamente, irá oprimir mais os portugueses que já estão demasiado oprimidos, a fazer contas aos dias que faltam para o fim do mês e à forma de permitirem a sobrevivência dos familiares por mais algum tempo.

Se os ilustres políticos pretendem reduzir a dívida e o défice, convém que não esqueçam que, sendo este devido ao facto de as despesas serem superiores às receitas e igual à diferença entre os respectivos valores, a sua redução tanto se obtém aumentando os impostos como reduzindo as despesas. E para reduzir as despesas não têm faltado dicas vindas de cérebros esclarecidos. Por exemplo, convém analisar cuidadosamente os casos abordados em Dezenas de institutos públicos a extinguir e em Onde se cortam as despesas públicas???. Também convém olhar para as centenas de assessores cujo trabalho está longe de corresponder aos seus salários, pois não têm impedido que Portugal se tenha despenhado desamparadamente na crise e, antes, a tenham agravado com despesas inúteis e perniciosas.

É este aumento de sacrifícios para os portugueses com a finalidade de manter as mordomias e os gastos irracionais, numa gestão feita com base em palpites, instintos e teimosias que torna sensatas as palavras da eurodeputada socialista Ana Gomes, “Se estivesse no lugar do primeiro-ministro demitia-me”.

Não admira que Carvalho da Silva e João Jardim estejam contra medidas de austeridade e que o Bispo do Porto afirme que a situação do país “é gravíssima”.

Depois disto e  da leitura da crónica de J. L. Pio Abreu Fantasia Lusitana, ficamos a pensar que, provavelmente, será desejável que surja uma grande catástrofe para que as pessoas despertem do torpor em que se encontram e recuperem energias, como depois do terramoto de 1755, para reconstruir Portugal, económica, social e politicamente.

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