FMI. Interesses nacionais e outros

Quando intervinha em Viseu, em actividade de propaganda partidária, José Sócrates disse que a «intervenção do FMI seria perda de prestígio e dignidade» e que “entre vir ou não vir o FMI há dez milhõe s de portugueses que sofreriam” com isso. Considera que é preciso, “no momento certo, saber de que lado está o interesse nacional”.

Alberto João Jardim, cinco dias antes, tinha reiterado a necessidade da entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal: “Era duro, mais rápido e mais eficiente na resolução dos problemas do país”. Realçou que “o FMI não se agarra apenas ao défice, monta sempre uma estratégia de retoma da economia”. E acrescentou: “Se calhar há coisas que eles [Governo] não querem que o FMI descubra”.

Dada a confiança e a credibilidade que as palavras de um e de outro têm merecido ao longo dos anos e observando a eficácia da acção governativa de um e do outro nas funções públicas que vêem desempenhando, este confronto de opiniões e os «interesses» que possam estar na sua base, merecem ser bem ponderados.

Imagem da Net

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