Democracia em evolução

Notícia de França diz que «Sondagem dá vitória à extrema-direita», o que deve ser interpretado serenamente pelos políticos que gerem os países do velho continente.

Parece que o povo está acordando e vê necessidade de moralizar a política, de submeter os políticos ao cumprimento da lei geral, acabar com a corrupção e com o amiguismo de clã. Os sinais que chegam de vários lados mostram que o histórico poder da Europa está em vias de extinção, acabando com a «hegemonia» cultural e económica de vários séculos. Hoje tem lições a receber de muitos países do mundo. Os imigrantes árabes estão a tomar atitudes públicas (na Grã-Bretanha, na Áustria e em França) que colidem com as tradições do continente e que não provocam reacções adequadas sem deixarem de ser pacíficas. Os políticos navegam à vista da costa, com sucessivas correcções do rumo, sem lei nem Norte que os oriente de forma segura para objectivos bem definidos e ponderados com assento na realidade e num ideário claro.

Esta sondagem, mostra que as ditaduras (ou os regimes autoritários) iniciam sempre com o consentimento e aprovação espontânea do povo, farto dos abusos dos regimes incompetentes e ineficazes. O grande perigo é a dificuldade de sair delas, sempre à custa de traumatismos dolorosos, quase sempre mal aproveitados, por incapacidade de reorganização.

Por cá também se vê uma tendência para sair da apatia, do masoquismo tradicional de tudo ir aceitando sem reagir, sem reclamar, e sedimenta-se a convicção de que as coisas não podem continuar neste crescentes abusos e explorações que deixam a maioria na penúria, e de que resulta a dilatação da obesidade dos tubarões anichados à sombra do poder que manobram como títeres bem amestrados. A Justiça social não funciona e o fosso entre os mais ricos e os mais pobres alarga-se e aprofunda-se.

As pessoas desenvolvem a convicção de que é preciso podar os ramos podres da árvore, é preciso aplicar cirurgias para amputar os membros gangrenados que só prejudicam a vida e causam a morte a curto prazo.

Dada que os políticos que fazem parte do problema dificilmente poderão fazer parte válida da solução, muita gente comunga da ideia de que convinha que o FMI nos viesse apoiar, como diz João Jardim.

Mas uma mudança, como aquela que se impõe, é sempre traumática e pode ser inevitável o confronto entre os lacaios do regime actual e os «rebeldes», mas quanto mais tardar essa solução, mais dolorosa e menos eficaz ela vai ser. Falta um «manifesto doutrinário» bem apresentado, convincente, e um líder que coloque o País nos eixos, prometendo e comprometendo-se com um período de transição relativamente curto e eleições democráticas a seguir.

Sem um pulso forte e uma equipa patriótica isto não sai desta podridão. Mas é preciso controlar tal actuação nos procedimentos a adoptar e na duração da mudança.

Vejamos a evolução que a França irá ter, mas não se pode esperar muito tempo, para evitar que o remédio chegue depois de o paciente ter falecido.

Imagem do Google

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