A paz do mundo sujeita a irresponsáveis

A Guerra do Iraque ainda em curso, foi iniciada tendo como justificação o argumento resultante de dados dos serviços secretos que provavam que Saddam Hussein estava a desenvolver um programa de armas químicas e biológicas. O então chefe da diplomacia norte-americana, Colin Powell, foi às Nações Unidas , em 5 de Fevereiro de 2003, apresentar tais razões que, no entender da Administração Bush, justificavam uma guerra contra o Iraque. Porém, desde as buscas iniciais, após a invasão, não foram detectados indícios técnicos que comprovassem tais «certezas».

Agora, Powell exige explicações da CIA e do Pentágono por lhe terem dado informações erradas, transmitidas por um desertor iraquiano apelidado de “Curveball”, cujo nome próprio é Rafid Ahmed Alwan al-Janabi, o qual «confessa ter inventado programa de armas químicas».

Este caso vem mostrar as razões do Wikileaks quando nos leva a concluir que a diplomacia precisa de uma excelentíssima reforma, para aprender a confirmar as notícias e recortá-las com base em dados de várias origens, a fim de as transformar em informações seguras e credíveis, e não se deixar iludir por um «simpático (?)» amigo de copos e croquetes. Com a mentira de um vigarista e a imbecilidade de diplomatas e ingénuos e incompetentes chefes de serviços de responsabilidade foram induzidos em erro os governantes e acabou por ser destruido um país rico em arqueologia histórica, uma população numerosa e sacrificada, riquezas de vária ordem, e a paz no mundo. Se realmente há justiça internacional, devem ser rigorosamente julgados todos os culpados sem omitir os governantes que se aliaram nesta senda de crimes contra a humanidade.

Os serviços secretos, viciados a confiar em desertores, refugiados políticos e marginais, fornecem informações superficiais, sem credibilidade, mas com aspecto de muito seguras, que acabam por induzir em erro os governantes levando-os a tomar decisões de alto risco. Tais serviços, como agora fica demonstrado, careciam de competência e de sentido de responsabilidade. Os seus agentes não passavam de marginais irresponsáveis, desleixados, incompetentes e altamente perigosos para o seu Estado e para o mundo.

O mundo está em mãos de pessoas pouco capazes, por dependerem de serviços sem sentido de responsabilidade.

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